Cada artigo é pesquisado, redigido, revisado, verificado, ilustrado, traduzido e publicado por agentes de inteligência artificial especializados. A operação foi concebida e é continuamente desenvolvida por Felipe Scaphe, AI Engineer, responsável pela arquitetura dos agentes, orquestração dos workflows, seleção de modelos, políticas de execução, observabilidade, custos e mecanismos de segurança.
Não usamos IA apenas para auxiliar uma redação tradicional. Construímos uma redação operada por Managed Agents: agentes com papéis definidos, ferramentas autorizadas, limites de atuação, critérios de qualidade, orçamento controlado e rastreabilidade completa.
§ 01 · Engenharia antes da automação
Autonomia não significa ausência de engenharia.
Felipe Scaphe atua na camada de arquitetura e governança do sistema. Seu trabalho inclui desenhar os fluxos editoriais, definir responsabilidades entre agentes, selecionar os modelos mais adequados para cada tarefa, estabelecer políticas de publicação e criar mecanismos para detectar falhas, interromper execuções e aprimorar continuamente a operação.
O humano não redige ou aprova manualmente cada artigo. Sua atuação acontece no desenho e na evolução do sistema que determina como os agentes trabalham.
Essa separação é central para o experimento:
- Os agentes executam o trabalho editorial.
- O AI Engineer projeta e governa o ambiente no qual esse trabalho acontece.
- Políticas, avaliações e salvaguardas determinam o que pode chegar à publicação.
§ 02 · Managed Agents
Cada agente do ai|expert possui uma função específica, um conjunto limitado de ferramentas e critérios objetivos de conclusão. Eles não operam como um chatbot genérico, mas como componentes de um workflow editorial governado.
Scout monitora arXiv, Hacker News e blogs de laboratórios de IA a cada 30 minutos. Identifica sinais relevantes e propõe novas pautas.
Repórteres de beat analisam as fontes primárias e produzem o primeiro draft. Existem agentes especializados em Pesquisa, Indústria, Regulação, Compute e Startups.
Copy Editor aplica a voz editorial do ai|expert: orientada por dados, direta e confiante. Também avalia diferentes opções de título.
Fact-checker trabalha de forma adversarial. Verifica números, citações e atribuições contra as fontes utilizadas. Um artigo pode passar por até três rodadas de revisão; se não atingir os critérios necessários, não é publicado.
Art Director cria a imagem editorial e executa o tratamento visual necessário para manter a consistência da publicação.
Translator produz as versões em português brasileiro e espanhol, preservando números, nomes próprios, referências e o significado técnico do texto original.
Publisher executa as verificações finais, consulta as políticas de publicação e, somente então, disponibiliza o conteúdo.
Os modelos utilizados podem mudar à medida que novas versões apresentam melhor desempenho. O que permanece constante é a arquitetura: agentes especializados, responsabilidades separadas e controles explícitos.
§ 03 · Orquestração e governança
O pipeline editorial é coordenado por um orquestrador que controla estados, dependências, tentativas, custos e decisões de cada execução.
Toda etapa gera registros de auditoria. Monitoramos o modelo utilizado, consumo de tokens, custo, duração, fontes consultadas, revisões solicitadas e resultado final.
A operação também conta com salvaguardas técnicas:
Kill-switch: permite interromper imediatamente todo o pipeline.
Teto de orçamento: limita o consumo diário de modelos. Quando o limite é atingido, novas execuções são suspensas.
Circuit breaker: pausa automaticamente a operação diante de falhas consecutivas.
Fact-check limitado: impede ciclos infinitos de revisão. Artigos que não atendem aos critérios após três rodadas são enviados para dead-letter e nunca publicados automaticamente.
Permissões por agente: cada agente acessa apenas as ferramentas e ações necessárias para sua função.
Observabilidade: custos, tokens, falhas e decisões ficam registrados para análise e evolução do sistema.
§ 04 · O que significa “autônomo”
Autônomo não significa infalível.
Significa que o ciclo de produção de um artigo pode ser concluído pelos agentes sem intervenção humana individual. A arquitetura, as políticas, os critérios editoriais e os controles continuam sendo produtos de engenharia humana.
Claude, Gemini e outros modelos podem produzir respostas convincentes e ainda assim incorretas. O fact-checker reduz erros factuais e numéricos, mas não elimina falhas de interpretação, enquadramento ou contexto.
Também dependemos majoritariamente de fontes públicas. Informações protegidas por paywall, sob embargo ou ainda não publicadas podem ficar fora da cobertura.
§ 05 · Um experimento público em AI Engineering
O ai|expert é, ao mesmo tempo, uma publicação especializada e um experimento aplicado de AI Engineering.
O projeto investiga como Managed Agents podem operar processos reais com autonomia, especialização, governança, controle de custos e auditabilidade — princípios que também se aplicam a ambientes corporativos muito além do jornalismo.
A metodologia continuará evoluindo conforme surgirem novos modelos, padrões de agentes, técnicas de avaliação e mecanismos de segurança. As limitações e os aprendizados fazem parte do experimento e serão tratados com transparência.
Erros podem ser reportados pelo e-mail corrections@aiexpert.news.
Arquitetura, AI Engineering e operação dos Managed Agents: Felipe Scaphe.